segunda-feira, 16 de setembro de 2013

MENINA

 Se vês em mim
algo de fragilidade,
é que a minha criança
continua criança
pra todo o sempre.
Se não cresceu
por falta de espaço?
Não sei...
Talvez!
Sei que brincadeiras
encantam-me,
que vento em meu rosto
traz gosto de sorriso,
que sol em minha pele
aquece o meu coração
e que esse abraço
que você me dá
faz-me sonhar

que continuo menina.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

MEIAS PALAVRAS

A fome...
Quem come?
A vida...
Cadê?
O ontem
sofrido.
O hoje
perdido.
O amanhã
sem por que.
O grito
contido.
Justiça
fazer.
Promessas,
pra quando?
Fazer
quero ver.
Ficar
entalado.
Morrer
vai você.

terça-feira, 4 de junho de 2013

ESSÊNCIA DA VIDA

VIVER, ESSENCIALMENTE, É TER CORAGEM PARA
FRENTE A LOUCURA IMPREGNANTE DOS NOSSOS DIAS,
NÃO SE DEIXAR IMPREGNAR, NÃO SE DEIXAR LEVAR.
VIVER, ESSENCIALMENTE, É TER CORAGEM PARA
ESTAR NA CONTRAMÃO DO "POLITICAMENTE CORRETO"
QUE INCORRETAMENTE AFRONTA AO DEUS CRIADOR.
VIVER, ESSENCIALMENTE, É TER CORAGEM PARA
ABRAÇAR EM AMOR, OS QUE CAMINHAM CEGOS,
CRENDO EM EFEMERIDADES ESVAZIADAS EM SI MESMAS.
VIVER, ESSENCIALMENTE, É TER CORAGEM PARA
EM TRANSPARENTE VIVÊNCIA, EXTERNAR A FÉ 
E A ALEGRIA DE ESTAR AOS PÉS DE CRISTO.

terça-feira, 7 de maio de 2013

MARCAS


TRAGO NO CORPO E NA ALMA 
MARCAS DO TEMPO - IMPLACÁVEL!
TRAGO NO CORPO E NA ALMA 
MARCAS DAS QUEDAS.
TRAGO NO CORPO E NA ALMA 
MARCAS DA VIDA E DO VIVER,
ÀS VEZES DESAPERCEBIDAMENTE.
MARCAS PERMANENTES 
E MARCAS TEMPORÁRIAS.
TRAGO SULCOS, TRAÇOS, 
MANCHAS, CICATRIZES...
NO CORPO E NA ALMA, 
MARCAS INAPAGÁVEIS.
MARCAS DE UMA IDENTIDADE ÚNICA,
NESSE RESUMO DO QUE FUI E SOU.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

TEMPO E FÉ

DIAS VEM EM QUE OLHANDO PARA TRÁS VEREMOS QUE O TEMPO PASSOU LEVANDO COM ELE TODA A NOSSA VAIDADE. 
DIAS VEM EM QUE ALÉM DA SAUDADE DE QUERIDOS QUE PERDEMOS TEREMOS TAMBÉM A SAUDADE DE NÓS MESMOS, PELO QUE JÁ NÃO SOMOS.
DIAS  VEM EM QUE OLHANDO PARA A NOSSA AMPULHETA VEREMOS OS ÚLTIMOS GRÃOS DE AREIA.
DIAS VEM QUE NOSSO OLHAR PRECISARÁ FIXAR-SE FIRMEMENTE NOS OLHOS DO AUTOR E CONSUMADOR DE NOSSA FÉ, PARA QUE POSSAMOS TRANSPOR O RIO QUE NOS ESPERA. 
DIAS VEM EM QUE A ALEGRIA SE INSTALARÁ DE FORMA PLENA EM NOSSOS CORAÇÕES, NÓS QUE EM CRISTO FOMOS SEPARADOS PARA A PLENITUDE DA ETERNIDADE.

domingo, 20 de janeiro de 2013

LOUCO


O louco
já rouco,
gritando com a vida,
vivendo num sonho
nem sabe da lida.
Seu mundo irreal...
Real...
Já nem sei!
É fuga sem rumo
pro reino onde é rei.
O riso perdido,
talvez sem sentido,
motivos?
Só ele conhece as razões.
E se infeliz,
feliz,
quem sou eu?!...
Pra julgar essa mente,
demente...
Perdida em seu eu.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

LIVRE SER


O pé no chão
segue um caminho
e encontra um rio,
um riso cristalino.
E no passo seguro,
que se move no ritmo
da música suave
que a natureza compõe,
o horizonte fica mais perto.
E esse cabelo ao vento,
como bandeira
a agitar pensamentos,
reflete o desejo
de livre ser.

LIBERDADE CONTIDA



Sufocado,
contido,
reprimido...
E então,
ouve-se apenas
o silêncio
de um grito
que não aconteceu:
Liberdade!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

LABIRINTO


Paro...
Olho dentro de mim
e não me entendo!
Caminhar é às vezes algo trágico,
como o corpo do trapezista
que cai em direção a uma rede
nunca colocada.
Sinto frio...
Está frio e busco um calor
que não está no sol.
Já nem sei o que busco.
Não sei chegar ao fim da estrada
e não sei ficar à beira do caminho.
O vento toca-me o rosto
e o torna frio.
Congelo-me no tempo,
perco-me em um labirinto.
Paro...
Olho dentro de mim e não me entendo,
busco-me e não me acho.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FOME


Quando a vida fica assim,
sem motivos, sem razão...
Quando a fome fala alto
e a revolta vem,
é preciso ser um mágico,
ter varinha de condão,
pra segurar essa barra,
aguentar esse rojão.
O rosto sempre suado
nessa luta sem vitórias,
traz visível pensamentos
de quem não espera melhoras.
E lembrando as crianças
que em casa
esperam um pedaço de pão,
o coração dói tão forte,
que morte e vida
ficam sem explicação.

terça-feira, 12 de junho de 2012

PRIMAVERA NO INVERNO


Minhas mãos estão geladas
mas a alma, esta segue aquecida.
No entrelaçar de meus braços
o abraço solitário protege meu corpo
do açoite do vento.
É tempo de tirar o casaco do cabide
e de levá-lo ao sol para neutralizar
o cheiro do tempo.
Casas fecham janelas e portas
e luzes são acesas mais cedo.
O chocolate quente
tem cheiro de quero mais
e a névoa que se dissipa pela manhã
remete a pensamentos amenos
e à leveza de espírito.
O inverno produz a beleza do aconchego
e da busca de mãos
e redireciona olhares
para a expectativa alegre
da primavera que em breve virá.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

FLAGELADOS


Flagelados mansos
seguem rumo ao matadouro.
A fome esmaga o ser
o querer
o poder...
Levam no peito
marcas do passado sofrido
e já não buscam a esperança
pois há muito que ela
ficou perdida.
Inertes,
já não esperam sequer
o despertar do pesadelo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

ESTAÇÕES


Meu coração vai outonizando.
O calor da juventude e vida adulta
vai ficando para trás.
Um tapete vai sendo formado
por lembranças que despencam
de minha história.
O brilho das manhãs,
com névoas se esvaindo
afugentadas por sol ameno,
prenunciam a chegada do inverno
e já me preparo para recebê-lo:
Abraços e aconchegos
podem aquecer a alma.
A primavera, a seu tempo,
ainda que demore,
também virá.
A beleza das cores tecendo vida,
a seu tempo, 
produzirá matizes novas
e reverdecerá esperanças.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

FIM

Soa mal aos ouvidos,
foge ao entendimento,
mas na verdade
“acabou”
define uma realidade.
Onde havia sonhos,
fica o despertar no escuro;
onde havia uma estrada,
perde-se o horizonte;
onde havia calor,
tudo se congela;
onde havia riso
fica o eco do silêncio;
onde havia vida,
fica o vazio da inexistência.
É o fim!...

FICO


Fico perdida,
sumida,
consumida.

Fico parada,
inerte,
quase morta.

Fico...
Se comigo não estás.




segunda-feira, 19 de março de 2012

SIMPLES ASSIM


Plantar para colher
Comer para não sentir fome
Dormir para descansar
Dar passos para transpor distâncias
Estender a mão para ser tocado
Abraçar para ser abraçado
Amar para ser amado
Arrepender-se para ser perdoado
Orar para ser ouvido
Ter fé para ser atendido...
Simples assim.

quinta-feira, 15 de março de 2012

PACIÊNCIA DE DEUS

Mal despertei para a vida
e meu psique levou-me errante
a caminhos tortos.
Complexos levaram-me à vaidade,
inveja levou-me a insatisfações,
egoísmo levou-me a insensibilidades,
desajustes levaram-me a inconsequências.
Muitos estragos foram feitos,
corações machucados,
inclusive o meu.
Não fosse a paciência de DEUS
e, certamente, eu perder-me-ia
irreversivelmente na escuridão
do labirinto do mundo;
Não fosse a paciência de DEUS
e, certamente, eu já teria sido consumida
pela voracidade dos abismos humanos;
Não fosse a eterna paciência de DEUS
e, certamente, eu hoje não estaria
vivendo o privilégio de poder caminhar
na presença do PAI.

terça-feira, 13 de março de 2012

VIDA ETERNA

O vento toca meu rosto e sinto gosto de sorriso fácil,
consequente e prazeroso.
Não consigo manter a cadência dos passos,
preciso parar em contemplação do cenário da vida.
O olhar para o alto desenha em minha retina
a perspectiva do céu,
o olhar para baixo consolida a lembrança de sou pó
e o olhar à volta me faz pensar em DEUS
 – DEUS que contemplo,
na visão do meu semelhante.
A contemplação da vida, na certeza da eternidade,
torna o dia suave e as horas apenas detalhes de um todo
que é o tempo desprovido de poder.
Esse tempo que ensaia acuar-nos,
constranger-nos,  fragilizar-nos,
é aprisionado no eterno
e podemos então sorver cada segundo
desse milagre chamado vida.

sexta-feira, 9 de março de 2012

FERA


Acuada,
vendida,
vivendo a jaula
que lhe deram,
vai pisando em círculos
o seu sufoco.
Os olhos ainda brilham
o delírio de liberdade
e a possibilidade de ter
uma presa entre os dentes,
ainda é vista,
mesmo que distante.
A aparente calma doméstica
é aprendizado de agora,
que garantirá
no futuro de descuido
o salto onde caça
far-se-á caçador.                                              

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ERUPÇÃO


Tudo vem à tona
como se um vulcão
entrasse em erupção.
Sonhos esquecidos,
sentimentos reprimidos,
pensamentos ocultos,
grito preso ao silêncio,
lágrima amarrada
em nó-de-garganta,
riso aberto...
Tudo vem à tona
e o ar ganha cheiro
de liberdade.