DIAS VEM EM QUE OLHANDO PARA TRÁS VEREMOS QUE O TEMPO PASSOU LEVANDO COM ELE TODA A NOSSA VAIDADE.
DIAS VEM EM QUE ALÉM DA SAUDADE DE QUERIDOS QUE PERDEMOS TEREMOS TAMBÉM A SAUDADE DE NÓS MESMOS, PELO QUE JÁ NÃO SOMOS.
DIAS VEM EM QUE OLHANDO PARA A NOSSA AMPULHETA VEREMOS OS ÚLTIMOS GRÃOS DE AREIA.
DIAS VEM QUE NOSSO OLHAR PRECISARÁ FIXAR-SE FIRMEMENTE NOS OLHOS DO AUTOR E CONSUMADOR DE NOSSA FÉ, PARA QUE POSSAMOS TRANSPOR O RIO QUE NOS ESPERA.
DIAS VEM EM QUE A ALEGRIA SE INSTALARÁ DE FORMA PLENA EM NOSSOS CORAÇÕES, NÓS QUE EM CRISTO FOMOS SEPARADOS PARA A PLENITUDE DA ETERNIDADE.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
LOUCO
O louco
já rouco,
gritando com a vida,
vivendo num sonho
nem sabe da lida.
Seu mundo irreal...
Real...
Já nem sei!
É fuga sem rumo
pro reino onde é
rei.
O riso perdido,
talvez sem sentido,
motivos?
Só ele conhece as
razões.
E se infeliz,
feliz,
quem sou eu?!...
Pra julgar essa
mente,
demente...
Perdida em seu eu.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
LIVRE SER
O pé no chão
segue um
caminho
e encontra
um rio,
um riso
cristalino.
E no passo
seguro,
que se
move no ritmo
da música
suave
que a
natureza compõe,
o horizonte fica mais perto.
E esse
cabelo ao vento,
como
bandeira
a agitar
pensamentos,
reflete o desejo
de livre
ser.
LIBERDADE CONTIDA
Sufocado,
contido,
reprimido...
E então,
ouve-se apenas
o silêncio
de um grito
que não aconteceu:
Liberdade!
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
LABIRINTO
Paro...
Olho dentro de mim
e não me entendo!
Caminhar
é às vezes algo trágico,
como o corpo do trapezista
que cai em direção a uma
rede
nunca colocada.
Sinto frio...
Está frio e busco um calor
que não está no sol.
Já nem sei o que busco.
Não
sei chegar ao fim da estrada
e não
sei ficar à beira do caminho.
O vento toca-me o rosto
e o torna frio.
Congelo-me no tempo,
perco-me em um labirinto.
Paro...
Olho
dentro de mim e não me entendo,
busco-me e não me acho.
terça-feira, 17 de julho de 2012
FOME
Quando a vida fica
assim,
sem motivos, sem
razão...
Quando a fome fala
alto
e a revolta vem,
é preciso ser um
mágico,
ter varinha de
condão,
pra segurar essa
barra,
aguentar esse rojão.
O rosto sempre suado
nessa luta sem
vitórias,
traz visível pensamentos
de quem não espera melhoras.
E lembrando as
crianças
que em casa
esperam um pedaço de
pão,
o coração dói tão
forte,
que morte e vida
ficam sem
explicação.
terça-feira, 12 de junho de 2012
PRIMAVERA NO INVERNO
Minhas mãos estão
geladas
mas a alma, esta
segue aquecida.
No entrelaçar de
meus braços
o abraço solitário
protege meu corpo
do açoite do vento.
É tempo de tirar o
casaco do cabide
e de levá-lo ao sol
para neutralizar
o cheiro do tempo.
Casas fecham janelas
e portas
e luzes são acesas
mais cedo.
O chocolate quente
tem cheiro de quero
mais
e a névoa que se
dissipa pela manhã
remete a pensamentos
amenos
e à leveza de
espírito.
O inverno produz a
beleza do aconchego
e da busca de mãos
e redireciona
olhares
para a expectativa
alegre
da primavera que em
breve virá.
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